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Informe Paladino: Nexus Promove Assembléia e Iniciativas Ambientais (Vídeo)

outubro 29, 2017
Segunda edição do Informe Paladino expõe a nova perspectiva social de ONGs de Santa Helena acerca do Projeto Oráculo. Acompanhe a assembléia de imprensa promovida pela Nexus e a Associação Comercial Industrial de Santa Helena, e saiba mais sobre as novidades acerca do projeto e suas parcerias exclusivas em uma entrevista exclusiva em vídeo para o Paladino. 





A semana foi de projetos e negociações para a empresa Nexus mineração, responsável pelo projeto Mina Oráculo em Santa Helena. Na última quarta feira, dia 25 de outubro, a assessoria da empresa liberou o laudo oficial do acidente do dia 17 que deixou dois mortos na região de Bom Oriente, na ferrovia Minas Gerais. O laudo oficial contém informações que apresentam uma nova versão de como o acidente aconteceu. Segundo o relatório publicado pela Nexus, o acidente foi causado por um ato de vandalismo, descartando a teoria da chave de troca de trilhos como descrito pelo Paladino semana passada. 

O relatório da perícia consta que cinco dormentes foram removidos dos trilhos, causando instabilidade nos comboios, o que provocou a fatalidade. Os dormentes são cepos de madeira posicionados abaixo da linha férrea, que auxiliam na fixação e estabilização dos trilhos. O relatório ainda conta que uma segunda residência foi atingida por um vagão de carga de um dos comboios. 



Em parceria com a Associação Comercial Industrial de Santa Helena, a Nexus organizou um debate na ultima quinta feira, com representantes de todos os jornais do município, como o Grupo Intervalo, o Banco de notícias e mais um monte. Durante o debate, os representantes da mídia tiveram a oportunidade de fazer perguntas acerca das duas instituições e seus respectivos projetos. Logo em seguida, os idealizadores do debate, Marcos Henrique Rodrigues, diretor da Nexus e Daniel Camargos Melo, presidente da Associação Comercial Industrial de Santa Helena foram convidados ao estúdio do Paladino, onde deram uma entrevista exclusiva em vídeo ao repórter do Paladino, Flávio Paulino.

Na semana passada, nossa equipe visitou a mina da Nexus na região de Itaira, que estava em ritmo de paralização por esgotamento de minerais. No entanto, na última quinta feira, dia 26, o sindicato dos trabalhadores da industria de extração de ferro e metais de minas gerais, a SINDMETA, afirmou que a Nexus estaria iniciando uma nova ação na região.

A nova ação realizada pela Nexus se deu devido a uma pausa nas negociações do projeto Mina Oráculo, em Santa Helena. Esta pausa teria ocorrido em virtude da posição da prefeitura, que não tem se manifestado de forma efetiva acerca dos assuntos. 

Os projetos da Nexus vão além da expansão dos trabalhos da antiga mina e a instalação em Santa Helena. A empresa tem se mostrado proativa e atenta às críticas da mídia e dos movimentos regionais. A própria associação dos moradores de Arcal, por exemplo, que se posicionava duramente contrária à iniciativa, mudou seu discurso após uma reunião realizada na ultima segunda feira junto ao sindicato e à associal comercial e industrial do município. Hoje durante a tarde, a Nexus publicou em sua rede social um vídeo pautando o projeto de construção do bairro Novo Arcal, que será o lar dos moradores de Arcal, caso a malha ferroviária seja, de fato, expandida na região do atual bairro, no advento da instalação da empresa no município.

Nexus e ACISH Discutem Preocupação Ambiental em Debate com Imprensa

outubro 29, 2017
Os recursos vindos da extração de minério tem extrema importância para o desenvolvimento de uma determinada localidade. Os minerais extraídos são utilizados como matéria prima em diversos segmentos da construção civil, setores industriais e podem ser utilizados como fontes energéticas. Porém, a extração de minerais acarreta em uma série de problemas socioeconômicos, afetando diretamente a natureza e a qualidade de vida da população ao entorno.

A Nexus Mineração, empresa íntegra no segmento de extração de minérios, preocupa imensamente com as questões ambientais, e a Associação Comercial Industrial de Santa Helena além de se preocupar com seus afiliados, detém uma visão ampla nos quesitos ambientais, principalmente na região da Serra do Arco.

Representantes da imprensa participal de debate com Nexus e ACISH

Na ultima quinta-feira (26), representantes da Nexus Mineração juntamente com o presidente da ACISH (Associação Comercial Industrial de Santa Helena), promoveram uma coletiva de imprensa, para darem maiores informações sobre questões ambientais e parceria entre algumas instituições da cidade de Santa Helena e região da Serra do Arco.

Convidados para uma entrevista exclusiva em audiovisual nos estúdios do Jornal O Paladino, Marcos Henrique Rodrigues diretor da Nexus Mineração e Daniel Camargos Melo presidente da ACISH, nos atenderam prontamente e repassaram maiores detalhes de parcerias e questões ambientais envolvendo empresa e associações.

Representantes da Nexus e ACISH em entrevista ao Jornal O Paladino

Em nossa entrevista, foram debatidas questões ambientais importantíssimas para o ecossistema da região bem como contratos. Segundo o presidente da ACISH, a atuação da mineradora é imprescindível para fomentar a economia da cidade. “Hoje em dia Santa Helena passa por um problema muito grande financeiro e a gente sabe que é real, que as empresas não têm interesse de vir para a cidade” diz diretor em tom de preocupação.

Já que a cidade passa por uma turbulência econômica deixando toda população a mercê do que der e vier, foi questionado ao presidente da ACISH o que pode ser a solução para resolver este problema que vem atormentando há meses os moradores. “Uma visão pra solução rápida da nossa situação que vem perdurando desde o fechamento dos Lacticínios, é realmente a Nexus entrar na cidade. Sem ela Santa Helena vai continuar por bastante tempo na mesma situação precária que ela vem vivendo até hoje. Acreditamos que a cidade deve se preparar quando se tem uma oportunidade como a Nexus é, então, ela não deve ficar presa à empresa, ela deve aproveitar o  que a empresa trazendo e crescer junto com ela” ressalva.

O diretor da Nexus Mineração Marcos Henrique Rodrigues nos contou da nova área de extração encontrada em Itaíra-MG e sobre as licenças ambientais da empresa. “A gente encontrou num subsolo mais profundo, mais uma quantidade de recursos, onde vai dar para explorar por mais um tempo, até conseguir aprovação para a Mina Oráculo. Desde sempre somos licenciados a extrair desta mina” observa.

Com a implantação da empresa na cidade, há um projeto que irá desencadear um novo conjunto habitacional que será equipado juntamente com criação de escola técnica, projetos sociais, artesanatos, oficinas e um belo grande parque ecológico que será uma nova aposta no segmento de turismo e hotelaria para com a região. Tudo isso será custeado caso aprovação do “Projeto Mina Oráculo”, pela fidedigna Nexus Mineração e irá gerar aproximadamente mil vagas de empregos aumentando a lucratividade geral do município.
Antes do término de nossa entrevista, o presidente da ASCH salientou o apoio e importância para com a mineradora. “Nós acreditamos que a sociedade de Santa Helena vai estar preparada pra viver sem a mina, mas até lá, a gente vai contar e vai apoiar a vinda dela fielmente. É por isso que junto com a Nexus, nós estamos negociando a criação do parque ecológico, da escola técnica, da cooperativa de manufaturamento. É fato que um dia o minério vai acabar, mas o que é importante nesse momento é que Santa Helena se prepare para que quando este dia chegar, e é isto que a gente vai fazer”.




Sendo assim, a situação da cidade está se desencadeando a cada dia e nós do Jornal O Paladino torcemos fortemente para o progresso de toda a região e ficaremos atentos as novas dúvidas, debates e posicionamentos de órgãos e instituições envolvidas no assunto, para levarmos para todos vocês, Santanelenses as mais verídicas informações a respeito.

DIREITO DE RESPOSTA – Prefeitura Municipal de Santa Helena ao Jornal “O Paladino”.

outubro 24, 2017

Em respeito à Constituição Federal Brasileira de 1988 e à Lei nº 13.188/2015, o jornal O Paladino vem, por meio desta publicação, divulgar o texto integral referente ao DIREITO DE RESPOSTA requerido pela Prefeitura Municipal de Santa Helena em reposta e repúdio à publicação “Informe Paladino: Entenda o caso Mina Oráculo (Vídeo)” publicada originalmente em 22 de outubro de 2017. O Jornal O Paladino, como veículo de comunicação social, reconhece os direitos de todas as pessoas físicas e jurídicas citadas em nossas publicações e oferece o espaço para resposta em 7 (sete) dias úteis. 




Em ação de direito de resposta movida contra o jornal O Paladino, reproduzimos abaixo, de forma integral e não alterada, a nota de resposta da Prefeitura Municipal de Santa Helena, encaminhada a um funcionário do jornal na tarde do dia 24 de outubro de 2017:

“Após a reportagem do jornal Paladino sobre uma suposta tentativa de contato com a prefeitura, esclarecemos que essa ligação nunca ocorreu, o único contato feito com a equipe do jornal foi via redes socias. Deixamos claro que no nosso quadro de funcionários não existe nenhuma Judite e Luiza e que essas são informações sensacionalistas e fantasiosas. A prefeitura de Santa Helena preza pela liberdade de imprensa desde que ela seja feita de forma ética e responsável.Estamos disponíveis para esclarecer todas as dúvidas”

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Encerramos a exposição da nota em direito de resposta da Prefeitura Municipal de Santa Helena. Seguimos, abaixo com a observação da equipe de produção midiática e jornalística do jornal O Paladino, em defesa do direito de liberdade de expressão e ao direito de produção e publicação da matéria repudiada pela Prefeitura Municipal de nossa cidade. 

Após revisão do conteúdo denunciado pela prefeitura, e de todo o conteúdo bruto envolvido da concepção deste material, incluindo pautas, imagens originais e roteiros, reconhecemos como válida a crítica e repúdio da instituição e iniciamos uma série de ações para prevenir e evitar danos à integridade da instituição e quaisquer outras envolvidas. Em resposta pública, constatamos que o conteúdo audiovisual produzido pelo Paladino é de cunho documentarístico, e os nomes e vozes utilizados na sequência de conversa por telefone, presente dos 2:34 (dois minutos e trinta e quatro segundos) aos 4:16 (quatro minutos e dezesseis segundos) do vídeo original são, de fato, fictícios assim como as informações e mensagens representadas. 

Contextualizamos que o uso de nomes e vozes fictícias são características de produções audiovisuais de curta ou longa metragem com o tema ‘documentário’ ou derivados, ao se tratar de instituições ou identidades políticas. Produções como “This movie is not yet rated” (2005) utilizam o mesmo processo para reproduzir experiências de debate e discussões com atendentes por telefone da MPAA, sem identificar os sujeitos envolvidos. 

A obra audiovisual em anexo à matéria original é uma co-produção do Paladino em parceria com a produtora Analog. 

Entramos em contato com a produtora da matéria especial (curta documentário jornalístico), a Analog Audiovisual, que assumiu reponsabilidade pela criação do esquete, indevidamente inserida em contexto inapropriado durante as passagens com informações verídicas e de credibilidade, com a qualidade característica do jornalismo defendido pelo jornal O Paladino. Para a produtora, a produção do esquete se fez necessária para reproduzir de forma subjetiva e analítica a experiência de contato entre o veículo e as instituições Prefeitura Municipal de Santa Helena e Mineradora Nexus Ltda, que aconteceram nas duas semanas por meio de mídias sociais. 

O jornal O Paladino assume responsabilidade sobre o comportamento inapropriado da produtora Analog Audiovisual e de todos os envolvidos. Nosso veículo abomina a manipulação de informações e é comprometida com a verdade e veracidade dos fatos divulgados em todos os nossos portais. O Paladino é uma empresa sem fins lucrativos, uma iniciativa que busca promover a difusão de fatos em defesa do município de Santa Helena e a região de Serra do Arco. Nos concentramos em expor a nossos leitores e telespectadores os fatos para debate e discussão subjetiva. O Paladino é um jornal isento que não busca defender ou difamar quaisquer instituições (ONGs ou empresas privadas) ou qualquer entidade, posição ou partido políticos.

Em busca de assegurar o compromisso do Paladino de divulgar e difundir apenas a verdade, informamos que a publicação original denunciada pela Prefeitura Municipal de Santa Helena foi retirada do ar e substituída por uma nova edição do vídeo, produzida junto à Analog Audiovisual sob supervisão da equipe de produção e apuração do jornal o Paladino. A nova edição teve as cenas do esquete cortadas. Nos desculpamos a todos os leitores do Jornal o Paladino pelo engano. Seguiremos nosso trabalho em prol do município de Santa Helena com máximo engajamento e compromisso com a verdade.  

Atenciosamente,
O Paladino. 

Informe Paladino: Entenda o caso Mina Oráculo (Vídeo)

outubro 22, 2017
O jornal "O Paladino" exibe a primeira parte da série de reportagens especiais sobre o projeto Mina Oráculo.



[Editado em 24/10/17]

O projeto Mina Oráculo tem sido um dos temas mais debatidos em Santa Helena nos últimos meses. A mineradora multinacional Nexus planejou, de acordo com o site Banco de Notícias, um investimento de 4 bilhões de reais para esse audacioso projeto que visa expandir a malha ferroviária Vitória Minas e a instalação de uma sede da empresa na região de Santa Helena. Para alguns, o projeto pode ser uma nova chance de expandir a economia no município. Por outro lado, algumas ONG's e grupos sociais questionam a procedência desta empresa, presando pelo bem comum e a preservação ambiental e cultural do municípo de Santa Helena e a região de Serra do Arco, em Minas Gerais. 

Acidente na ferrovia do Bom Oriente acirra as discussões sobre atividades mineradoras na região

outubro 22, 2017
Uma composição de treze vagões transportando ferro de um trem da mineradora Nexus descarrilou e provocou um acidente na última segunda-feira (16) em um trecho da Estrada de Ferro Bom Oriente (EFBO), na região da cidade de Santa Helena, em Minas Gerais. Wanderson Aquino de Souza, (47) e Emerson Carille Ferreira (53) eram os maquinistas quem conduziam o trem e não resistiram aos ferimentos.

Reconstituição do momento do choque entre os trens (imagem ilustrativa).

Entidades da sociedade civil locais alertam para possíveis prejuízos sociais e temem que a carga transportada possa contaminar a região, nas proximidades de uma lagoa, cujo leito fica às margens da ferrovia. A ONG Águas de Minas afirmou, no entanto, que não a lagoa não foi afetada. Houve vazamento de combustível, mas a companhia afirma que já tomou as devidas medidas de prevenção. As causas do ocorrido ainda não foram esclarecidas.

Em nota oficial, a mineradora Nexus postou em uma rede social em solidarização com as vítimas e assegurou que já estão sendo feitas as investigações. “Viemos através desta nota comunicar que o acidente na noite (16) na ferrovia nas proximidades de Bom Oriente ainda não teve o laudo concluído pela perícia.
Estamos aguardando maiores informações para maiores esclarecemos, afirmamos que todas as providências cabíveis já foram tomadas.”

Residência atingida por uma das locomotivas foi parcialmente destruída.


Projeto Oráculo e a Estrada de Ferro Bom Oriente

Implementado a poucos meses na cidade, o “Projeto Oráculo” prometia o desenvolvimento do munícipio de Santa Helena. No entanto, o que era para ser sinônimo de progresso acabou virando dor e tristeza em virtude das tragédias que ocorreram entre as várias famílias da região de Bom Oriente  a 75km de Belo Horizonte, local onde a Estrada de Ferro Bom Oriente atravessa.

Estrada de Ferro Bom Oriente

Construída há quatro anos, a Estrada de Ferro Bom Oriente tem cerca de 450 km, mas com novas obras na região, a pretensão é que a ferrovia corte todo o Estado de Minas Gerais. É por onde passa o minério de ferro extraído em Itabira, pela mineradora multinacional Nexus. Em toda a ferrovia existem 10 passarelas e 14 viadutos. Quem precisa cruzar a ferrovia reclama do constante perigo. Pelo menos é o que afirma a também a dona de casa Maria Leonildes que diz que por pouco não sofreu um acidente. “A gente vai tentar passar e ele não está freado. Ontem mesmo ele parou um pouco a noite e eu fui passando, e ele passou de uma vez. Eu caí aqui sentada”, relatou. 

O relatório da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) mostra que entre janeiro de 2015 e agosto deste ano foram registradas 12 mortes por atropelamento na Ferrovia Bom Oriente. O relatório diz ainda que, no mesmo local, 15 pessoas ficaram feridas.

Dentre os números dos mortos está o caso do Gustavo, de um ano e três meses, filho do trabalhador rural Evangelista Alves da Silva, que saiu engatilhando sem que ninguém visse e foi cruzar a ferrovia que passa a poucos metros da residência dele. Para o trabalhador rural, a dor da perda é sentida até hoje. “Meu filho. Era o único que eu tinha de homenzinho era esse e para mim eu sinto demais”, desabafou.

A família de Otávio culpa a companhia dona da ferrovia, pela morte do menino. A mãe da criança morta, a trabalhadora rural Leidiane Oliveira Conceição, acrescenta que o órgão não foi prestativo no momento do acidente que vitimou o bebê. “Nem a mortalha para o meu filho eles não deram de jeito nenhum. Eu enterrei ele com a roupa mesmo de casa. Só deram mesmo só o caixão e só isso”, desabafou.

Os números positivos da mineradora não apagam a revolta de quem perdeu um ente querido. A aposentada Maria Marinete de Oliveira não se conforma com a morte prematura do neto Otávio. “A companhia cresce todo dia e o meu neto não vai crescer mais. Não cresce mais”, lamentou.


Posicionamento das ONG’s


A violação dos direitos de quem mora próximo da Estrada de Ferro Bom Oriente já foi motivo de uma série de denúncias feitas a organismos internacionais pela ONG World Mining que atua em defesa das famílias atingidas pela tragédia da Nexus. “É com grande pesar que recebemos a notícia sobre a morte dos dois maquinistas, desejamos aos familiares que encontrem o conforto necessário para seguir em frente nesse momento difícil. Em relação aos moradores atingidos, estamos aliviados por não ter acontecido algo pior e esperamos que passem bem. É por causa de acidentes como esse que lutamos pela segurança dos moradores. Por mais que hajam propostas como contornar as residências, em vez de derruba-las, isso não impede acidentes como o ocorrido, que colocam em risco a vida dos moradores locais”, se posicionou a Assessoria de Comunicação.

Contradizendo os números e também os acidentes, o gerente de Segurança Operacional da Estrada de Ferro Bom Oriente, Sergio Bastos, pontua que a empresa está investindo em ações com o intuito de conscientizar a comunidade sobre a importância dos cuidados para evitar novos acidentes na localidade. “Estamos construindo 12 novos viadutos para justamente melhorar a condição de acessibilidade dessas comunidades, mas isso por si só não é suficiente e, por isso que a gente também acredita e vem investindo em ações de conscientização da comunidade, deixando claro os cuidados que eles precisam para uma convivência segura com a ferrovia. Reconhecemos que a gente teve esses eventos, mas também reconhecemos que há muita coisa sendo feita nas duas frentes de infraestrutura e, especialmente, na conscientização da comunidade”, explicou Sérgio Bastos.

Por meio da assessoria de comunicação da ONG Águas de Minas, Rafael Curto manifestou apoio e solidariedade aos parentes das vítimas do acidente em Bom Oriente. “Nós da ONG Águas de Minas manifestamos nosso apoio e solidariedade aos familiares e amigos das vítimas. Com tal acidente, reforçamos nossa posição contrária ao projeto da Mina Oráculo e a expansão ferroviária. Acidentes futuros poderão acontecer! Não podemos colocar a população de Santa Helena em risco!”, exclamou. 

Procurada para se posicionar a respeito do acidente ferroviário fatal na região do Bom Oriente, até o fim da tarde de hoje (20), a Prefeitura de Santa Helena ainda não se pronunciou.

Questionada sobre meios de transporte alternativos e mais seguros para a mineração, se os familiares das vítimas serão amparados, e sobre a tragédia, a mineradora multinacional Nexus respondeu ao Paladino. “De acordo com os procedimentos legais, estamos fazendo uma perícia para constatar quais foram as causas do acidente, ainda não obtivemos o laudo oficial. Ambientalmente falando não houve impactos, econômico também não. Além dos investimentos que são feitos diariamente ligados ao transporte, temos um programa de qualidade para prevenção de acidentes, saúde e meio ambiente. Como há um fluxo grande de movimentação é necessário estar sempre atento as condições de nossas ferrovias. Se tratando de transporte de cargas e pessoas, é comprovado que o trem é a forma mais segura. Além do mais é econômica e ecologicamente sustentável. Por estes motivos não transportamos minérios de outra forma.”, esclareceu a assessoria.

Nexus planeja expandir malha ferroviária em Santa Helena


A Associação de Moradores da Arcal - comunidade próxima ao fato, ainda não se pronunciou.

Nossa equipe continuará mantendo contato com as autoridades e empresas responsáveis pela fatalidade, para dar um posicionamento para a comunidade a fim de investigar a fundo toda essa situação no Projeto Oráculo. 






World Winning Watch e Águas de Minas - ONGs irmãs em defesa de Santa Helena

outubro 22, 2017
Toda cidade detém de grandes empresas ao seu redor, e algumas visando maior lucratividade, atuam de maneira errônea nos municípios na qual onde estão instaladas.

A empresa Nexus Mineração, está com um novo projeto para expansão de sua malha ferroviária para maior escoamento de seus materiais extraídos das minas. Projeto este, que está gerando debates entre empresa, instituições, moradores e a prefeitura de Santa Helena. Segundo a mineradora, o projeto terá uma produção total de 24 milhões de toneladas de minério de ferro durante os próximos 35 anos e irá contribuir diretamente no crescimento econômico da cidade.

Sede da Nexus em Itabira - MG

Os moradores do bairro de Arcal localizado em Santa Helena estão totalmente comprometidos, pois com a aprovação do projeto da Mina Oráculo, o bairro deixará de existir completamente. O bairro possui o menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e há pouca infraestrutura urbana nas imediações. Uma das preocupações dos moradores é sobre a indenização que será repassada após a implantação da empresa no local.

A mineradora garante que será feito um novo loteamento com maior infraestrutura para a população do então bairro Arcal. Neste possível novo local, haverá casas populares e até creche será construída.
O SINDMETA após assembleia com representantes da mineradora em Santa Helena, fechou um acordo referente à alocação de 800 sindicalistas para então nova mina que gera tanto debate, que é a Mina Oráculo na Serra do Arco. Acordo este que foi assinado pelos representantes na primeira semana de outubro.

No último dia 16, próximo à região de Bom Oriente, ocorreu um grave acidente que ocasionou em duas mortes, ambas as vítimas eram funcionários da Nexus Mineração. Acidentes sempre acontecem, mas se a empresa tomar uma atitude preventiva, a probabilidade de ocorrer um caso grave é bem menor. Antes uma ação preventiva do que corretiva, pois às vezes a correção pode ser irreversível como foi o acontecido na empresa.

Acidente ocorreu na malha ferroviária Vitória-Minas, nas proximidades de Bom Oriente, área de circulação da Mina Itabira.

A ONG World Mining Watch se preocupa bastante com o bem estar social juntamente com a população de Santa Helena. Atentamente em conversa com a nossa equipe, a ONG nos passou algumas informações e se posicionou ao ser questionado principalmente sobre as ações da Nexus Mineração na região com a futura instalação da Mina Oráculo e expansão de sua malha ferroviária. “A ONG se posiciona contra essa possibilidade. Nós nos colocamos no lugar dos moradores e vimos isso como algo constrangedor, visto que, não é simples uma mudança, ainda mais para um bairro longe de locais importantes. Esse processo envolve tempo, disposição, recursos financeiros e adaptação, sem contar também, o lado subjetivo da afetividade ao lar que cada um tem com sua casa, algo que deve ser respeitado. Esse é mais um motivo para sermos contra a mineradora, a construção da ferrovia e os demais transtornos”, observa.

A ONG nos apresentou outras possibilidades de desenvolvimento econômico para a região de Santa Helena. “Enxergamos na cidade diversas oportunidades para o empreendedorismo. Sempre acreditamos no potencial dos moradores para dar início a negócios que possam gerar retorno financeiro a médio ou longo prazo, sempre visando uma economia sustentável, estável e equilibrada. Para exemplificar, um dos casos que merecem destaque é o de trabalhadores que eram da Lacticínos Dias, que possuem um conhecimento do processo de produção. Esse conhecimento merece uma chance de ser posto em prática, possibilitando um parte importante no desenvolvimento da economia local. É com base nessas ideias que o empreender foi um passo muito importante”, destaca a instituição. A World Mining Watch, muito preocupada com a região, ressaltou que está estudando projetos para o crescimento econômico em benéfico de Santa Helena.

Outra instituição de destaque e importância no município é a Águas de Minas. A instituição vive graças ao cuidado e à atuação não remunerada de pessoas comuns, que se dedicam constantemente para um bem maior. A ONG busca conscientizar a população para a necessidade de mobilização ao redor do assunto que tem gerado na cidade.

A nossa equipe do Jornal O Paladino foi bem atendida pela Águas de Minas ao entrarmos em contato para maiores informações sobre o caso da Nexus Mineração e demais assuntos. Em entrevista, a instituição foi questionada sobre possíveis danos ambientais nas proximidades de Bom Oriente, onde ocorreu o acidente entre duas locomotivas da empresa Nexus.

ONG Águas de Minas afirma que acidente não poluiu lagoa próxima à região do acidente.

“Não houve nenhum prejuízo ambiental com o acidente, o trem estava vazio...”. A Águas de Minas informou sobre as atividades que a mineradora possa vir a realizar. “Somos contra qualquer atividade que possa prejudicar as condições da água e o abastecimento da população, assim como o meio ambiente e os biomas presentes no local”, ressalva.

Na assembleia realizada dia 21, a prefeitura destacou que entende a existência de vários prós e contras em relação ao projeto, e não decidiu se irá aprovar ou não o projeto, pois acarretará grandes transtornos para a população. “Por enquanto só analisamos os estudos e propostas apresentadas pelas instituições”, menciona.

Sendo assim, o pesadelo Nexus ainda atormenta os sonos dos moradores, que estão à mercê e em total descaso da prefeitura, que em seus diversos mandatos, não se preocupou com a região de Arcal, permitindo que levassem o “troféu” de pior IDH. No entanto, ainda há órgãos competentes e instituições como a World Mining Watch, juntamente com a Água de Minas, que se preocupam profundamente com toda a população e não medem esforços para o progresso da cidade. E a equipe do Jornal O Paladino, estará pronta para manter informados todos os Santanesenses, principalmente os da região da Serra do Arco. Há um velho ditado que diz: foi bom enquanto durou, e o mesmo seria dito aqui, caso a extração tomasse espaço no município, deixando a vasta destruição como na região de Itabira, que já está em fase de esgotamento definitivo de bens minerais.


Mineradora Nexus: Um exemplo de sustentabilidade?

outubro 15, 2017
Após o início dos boatos envolvendo a Mineradora Nexus e o “Projeto Oráculo”, um clima de comoção e incertezas tem surgido por parte dos moradores do município de Santa Helena e algumas associações e ONGs. O clima se intensificou após a Prefeitura Municipal afirmar publicamente que estaria “analisando as propostas” da mineradora e seu projeto de mineração que inclui a expansão da Ferrovia Vitória - Minas.


Apesar da nebulosidade das informações publicadas pela prefeitura e a mineradora até o momento, a maior parte das informações que têm gerado comoção tem sido publicadas pela SINDMETA (Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Extração de Ferro e Metais de Minas Gerais). Na última segunda feira (dia 9 de outubro), o sindicato confirmou a alocação de 800 funcionários filiados ao sindicato para o “Projeto Mina Oráculo”. A confirmação foi realizada por meio de um pronunciamento publicado pelo site oficial do Sindicato.

No dia seguinte (10 de outubro), a empresa Nexus Mineração confirmou a alocação dos funcionários, afirmando que 800 pessoas ficariam desempregadas após o encerramento das atividades da mineradora em um projeto anterior. A SINDMETA afirmou inclusive, que cerca de 200 novos postos de trabalho seriam abertos com o Projeto Oráculo, além da reativação dos 800 contratos anteriores.

Apesar das boas notícias envolvendo empregos e negócios no município, a resposta dos cidadãos do município não tem sido otimista a respeito do projeto. Além das manifestações realizadas por moradores do bairro Arcal contra a expansão da linha ferroviária, a sociedade tem levantado questionamentos acerca da preocupação ambiental da empresa responsável pelo projeto e a prefeitura de Santa Helena.

Imagem: Associação dos Moradores de Arcal / Reprodução

O projeto anterior da Nexus, que resultou na obsolescência temporária de 800 funcionários da mineradora, foi realizado na mina de Itaira, localizada no município de Itabira no interior de Minas Gerais. Segundo a SINDMETA, ocorreu completo esgotamento dos minérios nesta mina, o que teria levado a empresa a iniciar o projeto Oráculo, iniciando suas atividades no município de Santa Helena.  

Entramos em contato com a assessoria de comunicação do sindicado SINDMETA, “O contrato já foi feito entre nós, desta forma os sindicalizados não correm risco de perderem o emprego após o encerramento das atividades na mina Itaira”, relata um porta-voz anônimo do sindicato. O contrato entre o sindicato e a empresa Nexus já foi confirmado de acordo com a entrevista. A Nexus, por sua vez, não respondeu aos contatos de nossa equipe até a finalização desta matéria. 

O completo esgotamento de minérios na região explorada anteriormente pela empresa levanta questionamentos acerca da autenticidade do discurso de preservação ambiental defendido pela empresa. Após a divulgação das informações por parte do SINDMETA e as manifestações da Associação dos Moradores de Arcal, a Nexus informou publicamente (13 de outubro) que investiria cerca de 85 milhões em obras ambientais na região do município de Santa Helena. No mesmo anúncio, a empresa afirma ainda que está "sempre em dia com a recuperação de áreas mineradas, reutilizando mais de 70% da água gasta em seus processos".

Ainda assim, a SINDMETA afirma que das 1.000 novas vagas de emprego que seriam abertas com o seu novo projeto, 800 já estariam reservadas para os funcionários sindicalizados que trabalharam em Itabira, na mina que foi explorada pela Nexus até seu esgotamento. Para os moradores da cidade de Santa Helena e de toda a região da Serra do Arco, permanece a dúvida acerca da confiabilidade das palavras de uma multinacional bilionária cujos interesses podem em prol do benefício da região, ou meramente econômicos e empresariais.


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